27 de junho de 2009

Varsóvia (VI)

(Continuação da postagem anterior.)

Inicialmente, os poloneses liberaram várias áreas da cidade, mas os soviéticos não avançaram além das fronteiras da cidade até meados de setembro. Dentro da cidade, uma luta intestina entre os alemães e os poloneses continuava. Em 16 de setembro, as forças soviéticas atingiram um ponto que ficava poucas centenas de metros das posições polonesas, além do rio Vístula, mas não avançaram mais durante a Revolta, levando a alegações de que o líder soviético Joseph Stalin queria que a Revolta falhasse para que a ocupação soviética da Polônia fosse inconteste.

Exemplo de costura feita na roupa dos judeus



Apesar do número exato de mortes ser ainda desconhecido, estima-se que aproximadamente 16.000 insurgentes poloneses foram mortos, e aproximadamente 6.000 seriamente feridos. Além disso, entre 150.000 e 200.000 civis morreram, a maioria como consequência dos assassinatos em massa cometidos pelas tropas lutando do lado alemão. As baixas alemãs ficaram acima de 16.000 soldados mortos, com 9.000 feridos. Durante os combates urbanos, por volta de 25% dos edifícios de Varsóvia foram destruídos. Após a rendição das forças polonesas, as tropas alemãs sistematicamente demoliram mais 35% da cidade, pedra por pedra. Juntamente com os estragos causados anteriormente pela invasão da Polônia em 1939 e pela Revolta do Gueto de Varsóvia em 1943, acima de 85% da cidade estava demolida em janeiro de 1945, quando o Exército Vermelho finalmente entrou na cidade.

Rendição de soldado polonês às forças alemãs

Rendição final dos poloneses às forças alemãs

Alemães colocando fogo nos prédios poloneses durante a Revolta

Vista de Varsóvia no momento de sua liberação pelo Exército Vermelho em janeiro de 1945

(Continua na próxima postagem.)

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