Mostrando postagens com marcador Berlim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Berlim. Mostrar todas as postagens

21 de maio de 2009

Campo de concentração de Sachsenhausen (I)

Confome já informado em uma de minhas primeiras postagens desta série, durante a minha viagem visitei alguns campos de concentração. O primeiro deles foi o de Dachau, situado próximo à cidade de Munique (para ler mais sobre tal campo clique aqui).

Antes de falar especificamente do campo de Sachsenhausen, é necessário fazer a diferenciação entre "campo de concentração" e "campo de extermínio". Os campos de concentração se caracterizavam por ser, oficialmente, centros de confinamento militar, utilizados para a detenção de civis ou militares. Eram quase sempre instalações inicialmente provisórias, com capacidade para abrigar grande quantidade de pessoas, normalmente prisioneiros de guerra, que, no melhor dos casos, poderiam vir a servir como moeda de troca com o inimigo, ou permanecerem presas até a resolução do conflito. No terreno do campo de concentração eram dispostos, organizadamente, barracões para dormitórios, refeitórios, escritórios e finalidades complementares.

Já "campo de extermínio" era o termo aplicado a um grupo de campos construídos especificamente pela Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial com o objetivo expresso de matar os "inimigos" do regime nazista (judeus, ciganos de etnia roma, prisioneiros de guerra soviéticos, bem como polacos e outros).

Assim, existe uma clara distinção entre campos de extermínio e campos de concentração, tais como os de Dachau e Belsen, cuja maior parte se situava na Alemanha. Os campos de concentração constituíam um sistema de encarceramento e aglomeração dos vários "inimigos do estado" (tais como comunistas e homossexuais) e dispunham de bases de recursos de trabalho forçado para empresas alemãs. Muitas vezes, os judeus inicialmente detidos nestes campos de concentração eram posteriormente enviados para os campos de extermínio. Nos primeiros anoso regime nazista (estabelecido em 1933) alguns judeus foram enviados para estes campos. Após942, no entanto, houve o início das deportações em massa para os campos de concentração, sendo que muitos destes enviados eram, ou imediatamente ou em seguida, enviados para os campos de extermínio (fonte: Wikipédia).

(Continua na próxima postagem.)

12 de maio de 2009

Berlim (VI)

(Continuação da postagem anterior.)

A Universidade Humboldt de Berlim é a mais antiga universidade de Berlim. Foi fundada em 1810 como Universidade de Berlim pelo lingüista e educador liberal prussiano Wilhelm von Humboldt, cujo modelo universitário influenciou fortemente outras universidades européias e ocidentais. Desde 1828 era conhecida como Universidade Friedrich-Wilhelm, mais tarde também como Universität Unter den Linden. Em 1949, trocou seu nome para Humboldt-Universität em homenagem a seu fundador.

Depois de 1933, como todas as universidades alemãs, foi transformada em uma instituição nazista de ensino. Foi da biblioteca da Universidade que 20.000 livros escritos por "degenerados" e oponentes do regime foram retirados para serem queimados em 10 de maio daquele ano na Opernplatz (hoje Bebelplatz) para uma demonstração defendida pela SA, que também incluiu um discurso de Joseph Goebbels. Hoje em dia, um monumento a esse evento pode ser visto no centro da praça, consistindo de um painel de vidro abrindo-se para uma sala branca subterrânea contendo prateleiras vazias com espaço para 20.000 livros e uma placa, contendo uma epígrafe de uma obra de Heinrich Heine de 1820: "Das war ein Vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen" ("Aquilo foi somente um prelúdio; onde se queimam livros, queimam-se no final também pessoas"). Estudantes judeus, professores e oponentes políticos dos nazistas foram expulsos da Universidade e muitos deportados e assassinados.

A Catedral de Santa Edwiges é uma catedral católica localizada em Bebelplatz, em Berlim, Alemanha. Foi construída no século XVIII a mando do rei Frederico II da Prússia. Ignacy Krasicki, amigo de Frederico II, oficializou a abertura da catedral em 1773. A catedral foi nomeada a partir da padroeira da Silésia e de Brandemburgo, Santa Edwiges, e comemorou a chegada de imigrantes silesianos católicos em Brandemburgo e Berlim. Depois da Noite dos Cristais, que ocorreu na noite 9 de novembro a na madrugada de 10 de novembro de 1938, Bernhard Lichtenberg rezou publicamente pelos judeus. Mais tarde, Lichtenberg foi preso pelos nazistas e morreu a caminho do Campo de Concentração de Dachau. Em 1965, seus restos mortais foram transferidos à cripta da catedral.

Bücherverbrennung significa em alemão literalmente queima de livros. É um termo muitas vezes associado à ação propagandística dos nazistas, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler. Em várias cidades alemãs foram organizadas nesta data queimas de livros em praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras autoridades.

Estudantes, em particular os estudantes membros das Verbindungen, membros das SA e SS participaram nestas queimas. A organização deste evento coube às associações de estudantes alemãs NSDStB e a ASTA, que com grande zelo competiram entre si tentando cada uma provar que era melhor do que a outra. Foram queimados cerca de 20.000 livros, a maioria dos quais pertencentes às bibliotecas públicas, de autores oficialmente tidos como "pouco alemães".

O Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum Berlin) é um museu situado em Berlim e que cobre a história dos judeus alemães ao longo de dois milênios. Este museu foi fundado no ano de 1933 em Oranienburger Straße (Berlim) e foi fechado em 1938 pelo regime nazista. Daniel Libeskind desenhou um novo edifício para o novo museu que abriu as suas portas em 2001.

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim: uma carta de Auschwitz

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim: sobre as Leis de Nuremberg

(Fim da série sobre Berlim. Próxima série: Campo de Concentração de Sachsenhausen.)

10 de maio de 2009

Berlim (V)

(Continuação da postagem anterior.)

Após a chamada "Noite dos Cristais" (Kristallnacht) em 1938, milhares de judeus da cidade foram aprisionados no campo de concentração de Sachsenhausen (localizado a cerca de 30 km de Berlim), e o número de judeus na cidade se reduziu para 75 mil em 1939. A partir de 1943 os judeus passaram a ser enviados diretamente para os campos de extermínio, tais como Auschwitz. Apenas cerca de 1.200 judeus sobreviveram à guerra na cidade.

Durante a guerra, várias áreas da cidade foram destruídas por ataques aéreos entre 1943 e 1945, durante a Batalha de Berlim. Destruction of buildings and infrastructure was nearly total in parts of the inner city business and residential sectors. The outlying sections suffered relatively little damage. This averages to one fifth of all buildings (50% in the inner city) for overall Berlin. Após a guerra, Berlim recebeu grande número de refugiados das províncias orientais.

O Memorial aos Judeus Mortos da Europa, também conhecido por Memorial do Holocausto, é um memorial em Berlim para vítimas judias do Holocausto, projetado pelo arquiteto Peter Eisenman e engenheiros do Buro Happold. Consiste de uma área de 19.000 metros quadrados coberta com 2.711 blocos de concreto ou "stelae", parecendo com um campo ondulado de pedras. Os blocos são de 2,38m de comprimento por 0,95m de largura e altura variada desde 0,2m até 4,8m.

De acordo com o texto do projeto de Eisenman, os blocos são desenhados para produzir uma intranqüilidade, um clima de confusão e a escultura toda ajuda a representar um sistema supostamente ordenado e que perdeu o contato com a razão humana. Um anexo subterrâneo chamado de "Local de Informação" guarda os nomes de todas as vítimas judias conhecidas do Holocausto, conseguidos através do museu israelense Yad Vashem.

O Führerbunker, localizado no subterrâneo abaixo desta imagem, é o nome do complexo subterrâneo de salas em Berlim no qual Adolf Hitler passou as últimas semanas do regime nazista e cometeu suicídio. O bunker localizava-se a nordeste da Chancelaria do Reich, a cinco metros de profundidade e protegido por mais quatro de concreto armado. Cerca de trinta salas espalhavam-se por dois pisos e havia saídas na construção principal e uma saída de emergência para os jardins. Era equipado com sistema de ventilação protegido contra gases venenosos, geradores a diesel e portas de aço.

Deutsche Luftwaffe ou simplesmente Luftwaffe (alemão: força aérea, literalmente “arma de aviação”) é o termo geralmente usado para designar a força aérea alemã desde sua criação (em 1935, por Adolf Hitler, sendo comandada por Hermann Göring) e ainda usado após a Segunda Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra Mundial, a Luftwaffe teve um papel fundamental na rápida conquista da Europa Oriental e Ocidental e na criação do conceito da Blitzkrieg. Mais tarde, apesar de seus melhores esforços, não pôde impedir a derrota da Alemanha, visto que a Luftwaffe combatia em duas frentes, e devido à falta de reposição de aviões, graças ao bombardeio aliado constante em fábricas e cidades alemãs, e por lutar com um inimigo com maior força numérica. Na foto, a sede da Luftwaffe durante a Segunda Guerra Mundial.

A Gestapo era a garantia do completo domínio da população pelo partido nazista. Ela foi a polícia política da Alemanha nazi; criada em 26 de abril de 1933 por Hermann Göring e reorganizada em 1936 por Reinhard Heydrich, passou para o controle de Heinrich Himmler em 1934. Esta polícia funcionava sem tribunal, decidindo ela mesma as sanções que deviam ser aplicadas. Tornou-se célebre primeiramente na Alemanha, e depois em toda a Europa ocupada, pelo terror implacável de seus métodos. A Gestapo representou o arbítrio e o horror das forças nazistas. Na foto, uma das sedes da Gestapo durante a Segunda Guerra Mundial.

Um dos métodos de atuação de seus membros era disfarçando-se de operários e indo "trabalhar" nas fábricas; lá, eles aguçavam os outros operários para uma revolta contra o governo, a polícia secreta passava uma lista onde os operários que estavam a favor assinavam seus nomes. Durante a noite os operários que assinavam a lista recebiam uma visita de alguns policiais fardados e com um botton de um crânio e uma águia de ferro no quepe. No dia seguinte o operário era substituído por outro, pois ninguém mais o via. O botton em forma de crânio é a caveira símbolo das SS, ou "totenkopf", em alemão. Foi inspirada no emblema de guardas prussianos do século XVIII. A Gestapo também era famosa pelo jogo de "gato e rato" que fazia com todos aqueles que julgava suspeitos. Em outras palavras, jamais prendia alguém imediatamente; mas estimulava suas supostas atitudes subversivas, para pegar não somente um suspeito mas, se possível, todos aqueles que com ele tivessem ligação. Um capítulo à parte deve ser reservado aos métodos de prisão, interrogatório e tortura da Gestapo. Todo preso pela polícia secreta nazista podia esperar as formas mais selvagens de suplícios, com tal de arrancar-lhe qualquer informação ou delação que viesse a ser útil. Choques elétricos, espancamentos, queimaduras, torções, estupros - tudo isso aplicado por profissionais treinados. Na foto, uma das sedes da Gestapo durante a Segunda Guerra Mundial.

(Continua na próxima postagem.)

27 de abril de 2009

Berlim (IV)

(Continuação da postagem anterior.)

O Ministério para a Segurança do Estado, comumente chamada de Stasi, era a polícia secreta oficial da Alemanha Oriental. O quartel-general da Stasi ficava na área antes chamada de Berlim Oriental. A Stasi era mundialmente conhecida como um dos mais efetivos e repressivos aparelhos de inteligência e de segurança estatal do mundo. Seu slogan era "o escudo e a espada do Partido), estando diretamente ligada ao Partido Socialista Unificado da Alemanha.

A Stasi se infiltrou em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana da Alemanha Oriental. A rede de informantes informais cresceu especialmente na década de 1980. A Rede BBC afirmou em 2007 que houve um informante a cada sete cidadãos da Alemanha Oriental. Com o fim do regime em 1989, muitas pessoas descobriram que seus amigos, colegas, esposas e parentes haviam regularmente preenchido relatórios sobre si mesmas, levando a uma grande clivagem e ainda maior desconfiança entre pessoas próximas.

Berlim não é feita apenas de intrigas políticas, mas principalmente de cultura. Acima uma foto do famoso busto da rainha egípcia Nefertiti, localizado no Altes Museum. O Altes Museum (Museu Antigo) é o maior e mais importante museu do mundo no campo da arte antiga da Grécia, Roma e Etrúria. O museu é uma das divisões da Coleção de Antigüidades Clássicas, expondo estatuária e arte em geral, e o Pergamon Museum é reservado para a seção de arquitetura antiga. Está localizado na Ilha dos Museus, em Berlim, Alemanha.

No que diz respeito à situação da cidade durante o regime de Hitler, é importante destacar que Berlim nunca foi o centro do movimento nazista: como já informado, o centro estava na Bavária, nas cidades de Munique e, principalmente, Nuremberg -- tanto que Hitler tinha a ideia de demolir toda a cidade de Berlim e construir a "Welthauptstadt Germania", ou "Alemanha, a Capital do Mundo".

A cidade, entretanto, é importante para a compreensão do movimento nazista, pois foi o chamado "incêndio do Parlamento alemão", em 27 de fevereiro de 1933, que deu a Hitler a oportunidade de colocar de lado a Constituição alemã. O incêndio foi utilizado pelos nazistas como prova de que os comunistas estavam começando uma "conspiração" contra o governo alemão. O acusado, Marinus van der Lubbe, e mais quatro líderes comunistas foram presos posteriormente. Adolf Hitler, que havia sido empossado como Chanceler da Alemanha quatro semanas antes, em 30 de janeiro, incitou o Presidente Hindenburg a passar um decreto de emergência a fim de dar a Hitler plenos poderes, suspendendo várias liberdades civis no país.

Com o Partido Comunista declarado ilegal, o Partido Nazista pôde aumentar sua participação proporcional no Parlamento de 33% para 44%. Juntamente com o apoio do Partido Popular Nacional Alemão, que obtivera 8% dos votos, ambos tinham 52% das cadeiras no Reichstag. Apesar de não ter a maioria de dois terços para fazer mudanças constitucionais, o Partido Nazista conseguiu aprovar o "Decreto dos Plenos Poderes" em 23 de março de 1933, pois o Partido Social-Democrata alemão, devido a algumas prisões realizadas pelos nazistas, perdeu algumas cadeiras e, consequentemente, a representação. Além disso, os nazistas conseguiram o apoio de pequenos partidos de extrema-direita, fazendo com que Hitler se tornasse o ditador "legal" da Alemanha.

O regime nazista acabou com toda a comunidade judaica da cidade, que contava com aproximadamente 170 mil pessoas antes de 1933. Ainda em março de 1933, todos os médicos judeus foram obrigados a sair da cidade, e na primeira semana de abril os oficiais nazistas ordenaram à população alemã que não comprassem produtos de lojas judaicas.

(Continua na próxima postagem.)


23 de abril de 2009

Berlim (III)

(Continuação da postagem anterior.)

O Reichstag (termo alemão que significa "Dieta Imperial") foi uma instituição política do Sacro Império Romano-Germânico, bem como o parlamento da Confederação da Alemanha do Norte e, posteriormente, da Alemanha até 1945. Atualmente, uma das câmaras do parlamento alemão chama-se Bundestag (a outra chama-se Bundesrat), mas o palácio onde esta se reúne ainda é conhecido como Reichstag.

Um mês após a nomeação de Adolf Hitler para o cargo de chanceler da Alemanha, o prédio foi incendiado. O fogo começou as 21:14h no dia 27 de fevereiro de 1933. Acredita-se que o incêndio tenha sido iniciado em vários lugares. Quando a polícia e os bombeiros chegaram ao local, houve uma grande explosão na Câmara dos Deputados. A polícia encontrou Marinus van der Lubbe, simpatizante comunista, dentro do prédio.

Adolf Hitler e Hermann Göring chegaram logo em seguida e, quando encontraram Lubbe, um conhecido agitador comunista, Göring imediatamente declarou que o incêndio fora causado pelos comunistas. Os dirigentes do partido foram então presos. Hitler, tirando proveito da situação, declarou estado de emergência e encorajou o então presidente Paul Von Hindenburg a assinar o Decreto do Incêndio do Reichstag, que suspendia a maioria dos direitos humanos garantidos pela constituição de 1919 da República de Weimar.

Visão do plenário do Parlamento alemão

Visão do plenário do Parlamento alemão

A Estação Central de Berlim (em alemão Berlin Hauptbahnhof) é maior estação ferroviária de interseção em múltiplos níveis da Europa.

Entrada da estação ferroviária central de Berlim

A Catedral de Berlim (em alemão Berliner Dom) é o nome comum da "Paróquia Suprema e Catedral da Igreja Protestante". O edifícil se situa na Ilha dos Museus, no bairro "Mitte", e curiosamente não é a sede da igreja na Alemanha -- sendo esta a Catedral de Santa Edwiges.

A aproximadamente 1 km da Catedral de Berlim está a Berliner Fernsehturm (em português antena de televisão de Berlim). A estrutura é uma torre de televisão localizada no centro da cidade de Berlim. A torre foi construída entre 1965 e 1969 pela República Democrática Alemã (RDA), que a usou como símbolo da Berlim governada pela RDA. A torre é facilmente visível de todo o centro e de alguns bairros de Berlim e continua a ser um símbolo da cidade. A torre tinha originalmente 365 metros, mas após a instalação da nova antena em 1990, a altura é de 368 metros.

Alexanderplatz é uma grande praça aberta com um terminal de transportes públicos no centro de Berlim, próximo do rio Spree e da Catedral de Berlim. Originalmente uma feira de gado, recebeu seu nome em homenagem a uma visita feita à Berlim pelo czar Alexandre I da Rússia em 25 de Outubro de 1805.

A Catedral de Berlim com a Torre de TV à noite

A Torre de TV e as cúpulas da Catedral de Berlim são facilmente vistas de praticamente qualquer lugar da cidade

A Torre de TV e a Alexanderplatz ao entardecer

A Torre de TV e a Alexanderplatz ao entardecer

A Potsdamer Platz é uma importante praça e interseção de tráfego no centro de Berlim, Alemanha, distando cerca de 1 km ao sul do Portão de Brandemburgo e do Reichstag. Seu nome homenageia a cidade de Potsdam, cerca de 25 km à sudoeste, e marca o ponto onde a velha estrada para Potsdam passava através da muralha da cidade de Berlim no Portão de Potsdam. Depois de se transformar, em pouco menos de um século, de um cruzamento de estradas rurais no mais frenético centro de tráfego da Europa, foi totalmente devastada durante a Segunda Guerra Mundial e abandonada durante o período da Guerra Fria, quando o Muro de Berlim dividiu o antigo lugar. Após a queda do Muro, a praça foi reconstruída e tornou-se um dos mais reluzentes símbolos da nova Berlim.

(Continua na próxima postagem.)

19 de abril de 2009

Berlim (II)

(Continuação da postagem anterior.)

"Checkpoint Charlie" foi o nome dado pelos Aliados a um posto militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria. Havia dois outros postos militares localizados na direção ocidental da avenida na qual se localizava o Checkpoint Charlie: o Checkpoint Alpha, em Helmstedt, e o Checkpoint Bravo em Dreilinden, no sudoeste de Wannsee, cada nome indicando uma letra do alfabeto (Alpha a letra A, Bravo a letra B e Charlie a letra C).

O "Checkpoint Charlie" se tornou um símbolo da Guerra Fria, representando a separação entre Leste e Oeste. É frequentemente exibido em filmes e livros sobre a Guerra Fria.

Placa no Checkpoint Charlie indicando a saída do setor americano em direção ao setor soviético de Berlim

Em sentido contrário, placa no Checkpoint Charlie indicando a saída do setor soviético em direção ao setor americano de Berlim

Av. "Unter den Linden", uma das principais de Berlim, à noite

Av. Unter den Linden noite com o Portão de Brandenburgo ao fundo

Os "Portões de Brandemburgo" eram um tipo de arco do triunfo. Sua construção foi ordenada pelo rei prussiano Frederico Guilherme II (Friedrich Wilhelm II), e foram construídos entre 1788 e 1791. O atual Portão é o único remanescente de uma série de outras entradas de Berlim. Constitui na terminação monumental da Avenida Unter den Linden (uma das principais avenidas da cidade), que dava acesso à residência real.

Portão de Brandemburgo

Portão de Brandembugo

A "quadriga" (estátua da deusa grega Irene -- deusa da paz), em uma biga puxada por quatro cavalos. Originalmente a quadriga estava com sua frente voltada para a parte oeste de Berlim, de costas para a "Pariser Platz", mas os soviéticos fizeram a inversão, ficando sua face voltada para leste (que era a parte oriental de Berlim). Suas dimensões são: 26 m de altura, 11 m de profundidade e 65 m de largura. (visto de frente).

O Portão de Brandemburgo visto a partir do Parlamento alemão

(Continua na próxima postagem.)


15 de abril de 2009

Berlim (I)

(Informações estatísticas retiradas da Wikipédia.)

Falar da capital da Alemanha é um desafio. Afinal de contas, qualquer "deslize" se torna imperdoável frente à audiência do blog, e claramente não queremos perder toda a legitimidade conseguida ao longo dos anos. Além disso, são muitas as informações a respeito da cidade, posto que a mesma esteve no centro da política mundial durante os últimos 150 anos. Nesse sentido, mantendo a linha das últimas postagens, pretendemos aqui apresentar alguns elementos a respeito da cidade que têm relação com o III Reich e com a Segunda Guerra Mundial.

Berlim é uma cidade-estado alemã com mais de 3 milhões de habitantes. A primeira referência à cidade ocorreu no século XIII, e foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (1701-1918), do Império Germânico (1871-1918), da República de Weimar (1919-1933) e do Terceiro Reich (1933-1945). Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida: a parte leste, conhecida como Berlim Oriental, se transformou na capital da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental), enquanto que a parte oeste (Berlim Ocidental) se transformou em um enclave, sendo circundado pelo Muro de Berlim de 1961 a 1989. Não há dúvidas de que Berlim foi um dos pontos centrais da Guerra Fria, durante boa parte do século XX. Após a reunificação da Alemanha em 1990, a cidade retomou seu status como a capital de toda a Alemanha.

Antes de apresentarmos os elementos relacionados ao nazismo, pretendemos fazer uma breve apresentação de alguns elementos que caracterizam a cidade.

Acima, uma das placas referentes ao Muro de Berlim, "pregada" a um pedaço do muro

Pedaço do Muro de Berlim

Em toda a cidade de Berlim, no local no qual antes estava o Muro de Berlim, agora há um "caminho" feito de paralelepípedo

Acima, a localização de onde estava o Muro de Berlim

Um pedaço do Muro de Berlim

O mesmo local visto por outro ângulo

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

Com vários anos de antecedência... "Lula é o cara", até mesmo na Alemanha

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

"East Side Gallery": parte preservada do Muro de Berlim, com aproximadamente 1,2 km, no qual artistas "pichavam" ainda durante o período comunista

Parte preservada do Muro de Berlim

Fotografia mostrando os "incentivos" para a construção do Muro de Berlim

Estrutura ainda preservada do Muro de Berlim. Na parte de baixo da foto há o muro propriamente dito; acima a chamada "zona morta", local no qual não era permitido qualquer tipo de presença humana. Caso alguém violasse tal regra, seria automaticamente assassinado por guardas presentes nas diversas torres que acompanhavam o muro

(Continua na próxima postagem.)