12 de maio de 2009

Berlim (VI)

(Continuação da postagem anterior.)

A Universidade Humboldt de Berlim é a mais antiga universidade de Berlim. Foi fundada em 1810 como Universidade de Berlim pelo lingüista e educador liberal prussiano Wilhelm von Humboldt, cujo modelo universitário influenciou fortemente outras universidades européias e ocidentais. Desde 1828 era conhecida como Universidade Friedrich-Wilhelm, mais tarde também como Universität Unter den Linden. Em 1949, trocou seu nome para Humboldt-Universität em homenagem a seu fundador.

Depois de 1933, como todas as universidades alemãs, foi transformada em uma instituição nazista de ensino. Foi da biblioteca da Universidade que 20.000 livros escritos por "degenerados" e oponentes do regime foram retirados para serem queimados em 10 de maio daquele ano na Opernplatz (hoje Bebelplatz) para uma demonstração defendida pela SA, que também incluiu um discurso de Joseph Goebbels. Hoje em dia, um monumento a esse evento pode ser visto no centro da praça, consistindo de um painel de vidro abrindo-se para uma sala branca subterrânea contendo prateleiras vazias com espaço para 20.000 livros e uma placa, contendo uma epígrafe de uma obra de Heinrich Heine de 1820: "Das war ein Vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen" ("Aquilo foi somente um prelúdio; onde se queimam livros, queimam-se no final também pessoas"). Estudantes judeus, professores e oponentes políticos dos nazistas foram expulsos da Universidade e muitos deportados e assassinados.

A Catedral de Santa Edwiges é uma catedral católica localizada em Bebelplatz, em Berlim, Alemanha. Foi construída no século XVIII a mando do rei Frederico II da Prússia. Ignacy Krasicki, amigo de Frederico II, oficializou a abertura da catedral em 1773. A catedral foi nomeada a partir da padroeira da Silésia e de Brandemburgo, Santa Edwiges, e comemorou a chegada de imigrantes silesianos católicos em Brandemburgo e Berlim. Depois da Noite dos Cristais, que ocorreu na noite 9 de novembro a na madrugada de 10 de novembro de 1938, Bernhard Lichtenberg rezou publicamente pelos judeus. Mais tarde, Lichtenberg foi preso pelos nazistas e morreu a caminho do Campo de Concentração de Dachau. Em 1965, seus restos mortais foram transferidos à cripta da catedral.

Bücherverbrennung significa em alemão literalmente queima de livros. É um termo muitas vezes associado à ação propagandística dos nazistas, organizada entre 10 de Maio e 21 de Junho de 1933, poucos meses depois da chegada ao poder de Adolf Hitler. Em várias cidades alemãs foram organizadas nesta data queimas de livros em praças públicas, com a presença da polícia, bombeiros e outras autoridades.

Estudantes, em particular os estudantes membros das Verbindungen, membros das SA e SS participaram nestas queimas. A organização deste evento coube às associações de estudantes alemãs NSDStB e a ASTA, que com grande zelo competiram entre si tentando cada uma provar que era melhor do que a outra. Foram queimados cerca de 20.000 livros, a maioria dos quais pertencentes às bibliotecas públicas, de autores oficialmente tidos como "pouco alemães".

O Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum Berlin) é um museu situado em Berlim e que cobre a história dos judeus alemães ao longo de dois milênios. Este museu foi fundado no ano de 1933 em Oranienburger Straße (Berlim) e foi fechado em 1938 pelo regime nazista. Daniel Libeskind desenhou um novo edifício para o novo museu que abriu as suas portas em 2001.

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim: uma carta de Auschwitz

Interior do Museu Judaico de Berlim

Interior do Museu Judaico de Berlim: sobre as Leis de Nuremberg

(Fim da série sobre Berlim. Próxima série: Campo de Concentração de Sachsenhausen.)

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